"E que justiça a resguarda?........Bastarda / É grátis distribuída?.........Vendida / Que tem, que a todos assusta?.........Injusta. / Valha-nos Deus, o que custa, / o que El-Rei nos dá de graça, / que anda a justiça na praça / Bastarda, Vendida, Injusta" (Gregório de Matos, Epílogos).
O poema Epílogos é uma obra literária que era muito audaz pela época em que foi escrita. O autor tinha muito couragem para escrever uma coisa assim. Ele estava criticando todo mundo; se alguém ficasse com raiva dele, seria todas as figuras de autoridade, e ele não teria ninguém para defendê-lo. Mas ele reconhecia que as coisas precisavam de uma mudança e estava disposto a ser a voz para advertir essa necessidade, apesar das consequências.
Nessa seção do poema, ele está criticando como o que deve ser grátis agora não está mais. Usa o exemplo de justiça. É uma coisa que deve ser de graça sempre--uma bênção de Deus, mas com a corrupção das pessoas, se tornou uma coisa vendida. As pessoas estão tentando vender essa justiça e a graça de Deus e ele não gosta disso. Não acha justo mas, ao contrário, acredita que é injusto. Quer uma mudança e está disposto a fazer qualquer coisa para iniciar essa transformação, ou esse retorno ao que é certo.
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