"Pego de um pau. Esforços faço. Chego / A tocá-lo. Minh´alma se concentra. / Que ventre produziu tão feio parto?! / A Consciência Humana é este morcego! Por mais que a gente faça, à noite, ele entra / Imperceptivelmente em nosso quarto!" (Augusto dos Anjos, O morcego).
O significado do poema "O morcego" é facilmente encontrado no último terceto. O autor escreve de um morcego e no fim, o compara com a consciência humana. No começo, o narrador está tentando ir para dormir, mas logo depois de entrar e recolher-se ao seu quarto, um morcego entra e incomoda o narrador. Ele tenta fazer o morcego ir embora ou pelo menos escapar a presença do bicho, mas não consegue. Como diz no fim, não importa o quanto ele tenta--o morcego sempre entra e é difícil, quase impossível, tirá-lo.
Muitas vezes, essa mesma coisa acontece com a consciência humana. Por mais que tentamos empurrar atrás as coisas escuras do passado, sempre aparecem na mente de novo. Estão lá até que nos arrependermos delas. No poema, ele diz que o morcego é igual a um olho, circulando sobre ele. A consciência humana também faz isso. Paira sobre nós até que não tiver mais razão para estar lá. No poema, o narrador tenta tirar o morcego com forço, com violência, mas, como a consciência humana, só pode ser tirado com tempo e sabedoria.
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