Thursday, March 10, 2016

CÍRCULO VICIOSO, Machado de Assis

“Mas a lua, fitando o sol, com azedume: / ’Mísera! tivesse eu aquela enorme, aquela / Claridade immortal, que toda a luz resume!’” ("Círculo vicioso", Machado de Assis).

Através da personificação em seu poema "Círculo vicioso", Machado de Assis expressa que pessoas sempre estão buscando ser algo maior e melhor por falta de olhar dentro de si mesmo e reconhecer os talentos e as bênçãos que já possuem. Ele usa a lua como um de muitos exemplos desse concepto em seu poema. Antes de introduzir a lua, Machado escreve de uma estrela que quer muito ter a glória e a luz da lua. Então enquanto a estrela está desejando ser como ela, a lua está cobiçando a habilidade do sol. Porque está tão distraído querendo ser mais como o grande sol, não consegue apreciar sua própria habilidade de refletir e fornecer luz durante os momentos mais escuros da terra. Nem o sol, em toda sua glória, consegue fazer isso, mas é um talento magnífico da lua. Ainda assim, ela só quer ser mais. Para ela, esse talento não é uma coisa que merece reconhecimento ou um elogio porque nem ela o reconhece.

Com esse exemplo da lua, Machado nos ensina que os seres humanos também são assim--eles tem esse desejo irracional de ser algo que não podem ser porque não conseguem ver suas próprias bênçãos ou seus próprios dons e talentos. Eles ficam tão distraídos pelos bens dos outros que não reconhecem a glória de sua própria vida. Uma coisa interessante é que a lua nunca será o sol--não importa o quanto ela deseja que se torna uma bola de fogo, nunca acontecerá. Também existem coisas que eu nunca serei. Não estou dizendo que não devemos correr atrás de nossos sonhos, mas devemos aprender a apreciar o que já temos e ampliar aqueles bens e dons. É depois de agir que tal vez possamos alcançar mais e ficar mais como o que queremos, mas o ato de cobiçar não nos levará para nenhum lugar.

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