O Enfermeiro é uma carta que o narrador está escrevendo para uma outra pessoa, contando uma experiência que teve alguns anos atrás. Nessa experiência, cometeu um erro que agora está tentando justificar. Na citação acima, podemos achar evidência disso. Procópio, o narrador, matou um homem. Aconteceu rápidamente e sem querer, mas ainda assim, ele o matou. Esse homem, o coronel, era muito violento então alguns tal vez pensem que o Procópio estava se defendendo só, mas um crime é um crime, especialmente quando envolve uma morte. As vezes, raramente mas as vezes, tem excepções, mas neste caso, não é. Sim, o coronel estava sendo muito agressivo naquela noite que foi morto, mas ele não ia matar Procópio. O Procópio poderia ter se defendido sem matar o coronel. Até o Procópio sabe que o que fez era errado. Se ele não pensasse isso, ele não estaria escrevendo essas coisas que estão em sua carta. Até ele diz que se fixou em algumas idéias para que não se sinta culpado. Essa morte acontece mais para o fim do conto e depois, o resto está usado pelo Procópio para justificar-se.
Isso também acontece com pessoas da vida real. Pessoalmente, já fiz isso muitas vezes. Temos medo das consequências de nossas ações então tentamos justificar que o que fizemos era para nos defender, ou tal vez não fosse tão errado. Quando nos justificamos assim, não estamos fazendo o que o Senhor quer que façamos. Não estamos nos tornando o que Ele quer que nos tornemos. Estamos submetendo aos desejos do inimigo e não importa o quanto tentamos justificar nossos erros. Se não nos arrependermos, aquele sentimento de culpa estará lá sempre. Foi isso que aconteceu com o Procópio. Ele se justificava e se justificava na mente dele, mas não mudou nada. Ele ficou com aquela culpa até que estava no leito de morte dele. E quem sabe, tal vez ele ainda ficou com aqueles sentimentos depois de escrever a carta porque ainda estava tentando justificar suas ações. A culpa é uma coisa que não podemos ignorar tão facilmente. Só pode ser tirado de nosso coração depois do verdadeiro arrependimento.